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Liga de Medicina Intensiva da Faculdade de Medicina de Jundiaí - Limit/FMJ

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Hospitais conveniados com a Limit-FMJ

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HEPCSL - Francisco Morato

RESISTÊNCIA  E PRATICIDADE 


NOVO HOSPITAL ESTADUAL, EM FRANCISCO MORATO, PROMETE ATENDER A POPULAÇÃO LOCAL UTILIZANDO INFRA-ESTRUTURA MODERNA, COM ÊNFASE EM TRAUMATOLOGIA.


Com quase 5 mil m² de área construída, o Hospital Estadual Professor Carlos da Silva Lacaz, que fica em Francisco Morato, São Paulo, é mais um empreendimento realizado entre o setor público e privado. Administrado pela Unisa (Universidade de Santo Amaro) e pela Organização Santamarense de Educação e Cultura, ele foi inaugurado em 2 de fevereiro, com 111 leitos e capacidade de atendimento em UTIs adulto e neonatal, leitos para clínica cirúrgica e clínicas ginecológica e obstetrícia para pacientes de alto risco. É um hospital com oferecimento de serviços especializados, operando pelo SUS.
O terreno do hospital foi doado pela prefeitura do município e está próximo à Estrada Velha de Campinas, com saída para a Via Anhangüera. "A cidade de Francisco Morato precisava de um hospital desse porte para auxiliar no atendimento da numerosa população local, com mais de 150 mil habitantes e, além disso, servir de referência como maternidade de alto risco e serviço de apoio diagnóstico como Raio-X, Tomografia, Endoscopia, entre outros, aos municípios vizinhos: Caieiras, Franco da Rocha, Cajamar e Mairiporã", explica Maria Cristina Gomes, diretora de Engenharia e Fiscalização (órgão ligado ao governo estadual) e uma das engenheiras que participaram da execução do projeto. Ao todo serão beneficiadas mais de 470 mil pessoas. Outra característica positiva do projeto é a quantidade de empregos gerados: são mais 500 postos de trabalho para os profissionais da saúde, enfermeiros, médicos, administradores e demais funcionários.
A partir do projeto básico desenvolvido pela própria Secretaria da Saúde, com autoria da arquiteta Sara Jacob, a licitação iniciou-se em 2001. Com obras iniciadas em março de 2002. A partir da aprovação do projeto da arquiteta Sara Jacob, foram poucos meses até a conclusão, em dezembro de 2003, entregue totalmente equipado e mobiliado. Por tratar-se de obra pública, a especificação dos materiais esteve sujeita aos departamentos envolvidos, e tudo foi escolhido antes da instalação. "A construtora apresenta protótipos que depois de testados e analisados são instalados na obra. Tínhamos em mente construir um hospital funcional, agradeceu e bastante resistente, para durar anos com o menor custo de manutenção possível', frisa a arquiteta Maria Cristina de Oliveira Gomes, diretora de Engenharia e Fiscalização do Departamento Técnico de Edificações da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.
Concorda com ela o engenheiro Rogério Carlos Martins Rossi, que também participou da execução: "O projeto teve esta característica bem funcional, e de certa forma é um bom hospital convencional. São materiais tecnologicamente aprovados e tudo visa a facilitar o dia-a-dia das pessoas".
Com implantação em terreno irregular dispondo o projeto em forma de "bumerangue" segundo a arquiteta Sara Jacob, a construção conta com três andares além do térreo, onde ficam o Pronto-Atendimento e o setor de Diagnósticos. Nos pavimentos superiores estão localizados o Centro Cirúrgico com quatro salas, o Centro Obstétrico com três salas, a UTI Adultos e UTI Neo-Natal, além dos setores de Internação divididos em Clinicas Médica, Cirúrgica, Gineco-obstétrica e Infantil. O sistema construtivo adotado foi o de laje plana com vigas embutidas, em estruturas convencionais, e para facilitar as instalações elétricas e hidráulicas foram propostos ''shafts'' de inspeção verticais e forros removíveis. Além disco, foi instalado ar-Condicionado central com filtragens específicas para cada setor, conforme ditam as regras da ANVISA / Ministério da Saúde.



ESCOLHAS

Apesar da arquitetura convencional, alguns elementos do projeto criam um ambiente agradável e diferente. A fachada do hospital de Francisco Morato, por exemplo, apresenta uma coloração mais viva. Aplicou-se massa acrílica texturizada no modelo grafeado, nas cores ocre e telha, diferentemente do que se costuma ver em empreendimentos desse tipo, com a larga utilização de revestimentos de cores neutras como branco, cinza ou bege.
Todos os andares possuem as mesmas cores predominantes: o verde e o marfim (paredes). No piso, escolheu-se o granilite cinza para os corredores, e nos quartos foi aplicado um vinílico branco com tabeiras verdes. "O verde é muito significativo na área hospitalar, se formos reparar, e uma das tonalidades mais usadas é o verde-água, que é calmante. Como o verde é complementar ao vermelho, ele propicia aos médicos o conforto visual e o equilíbrio necessários para a realização de intervenções cirúrgicas", explica Maria Cristina. A área de pediatria, uma das mais importantes dentro do hospital, possui detalhes em vermelho e laranja, tornando o ambiente mais alegre e colorido. "O uso das cores é fundamental dentro do processo terapêutico onde buscamos sempre proporcionar bem estar aos usuários e funcionários, uma vez que os ambientes hospitalares em geral são bastante hostis", finaliza a arquiteta.
"O hospital não é tão grande, mas tem uma infra-estrutura moderna, capaz de realizar sete cirurgias ao mesmo tempo. É um belo projeto pela região, que necessita muito de hospitais bons e acessíveis", resume bem o engenheiro Rogério.






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